
Passei o domingo in-tei-ri-nho na cama. Lendo. Não estava doente, nem nada. Só com preguiça. Atraquei-me com o último livro de Paul Theroux (O Safári da Estrela Negra) e mal vi que hoje o dia foi ensolarado e deu praia para quem se arriscou a enfrentar o vento. Amanhã meus amigos que não moram em Floripa e morrem de nostalgia de praia vão pegar no meu pé por isso. Ou seja, a minha viagem foi só simbólica mesmo. Aliás, é engraçado o gosto que tenho por livros de viagens, expedições, aventuras e loucuras quando eu mesma viajo até pouco.
Este é o terceiro livro de Theroux que leio. Já li "O grande bazar ferroviário" e "Viagem de trem através da China" e curto esse estilo orient express de viajar. Fico me imaginando só com uma mochila, sem celular, sem destino e sem data para chegar. Tudo de bom.
Para quem deseja saber mais sobre o livro, lá vai: 'O safári da estrela negra' é o relato de um itinerário que se estende do Cairo à Cidade do Cabo, pelo trajeto do rio Nilo, pelo Sudão e pela Etiópia, pelo Quênia e por Uganda, e termina na ponta da África do Sul. Viajando de trem, canoa, caminhão de gado, Theroux passou por algumas das paisagens mais bonitas da Terra, e também pelas mais perigosas. Foi uma viagem de descobertas e de nostalgia. Neste livro, o autor aparece no ambiente que mais gosta - encontros casuais que resolvem tudo, horários irrelevantes de embarque e chegada e a alegria de estar se equilibrando em cima de um caminhão no meio do nada. Observador do que acontece na África, Paul faz uma jornada épica pelo continente.
Ah! A ilustração eu peguei no site "Toucan Art" (www.toucanart.com/pt/) e é tudo a ver comigo...