quarta-feira, 22 de junho de 2011

Livros “difíceis”


Só venci a vergonha (hein?) por ter tido grande dificuldade com Proust depois que li José Mindlin confessar em “Uma vida entre livros” que também passou por isso. Ele inclusive recomendava insistência por parte do leitor, que não devia abandonar a obra. Já disse aqui que tentei ler Ulysses, de James Joyce, três vezes. Também não consegui terminar de jeito nenhum “Henderson, o rei da chuva”, de Saul Bellow, e “Vitória”, de Joseph Conrad. Podem até ser ótimos livros, mas que leitura que não andava...
Em compensação, amei livros que amigos consideraram áridos, como “A montanha mágica”, de Thomas Mann, e “Arquipélago Gulag”, de Aleksandr Solzhenitsyn. “O outono do patriarca”, de Gabriel Garcia Márquez foi outro livro que li de forma bastante veloz, apesar dos parágrafos quilométricos e a quase ausência de pontuação. Cheguei à conclusão que o gosto por literatura é como o gosto pela comida. Vá explicar porque eu não gosto de cebola e amo alho. E porque eu não suporto coco e sou louca por opções mais “exóticas” como fruta do conde. Se não houvesse gosto literário o que seria de autores que considero uma tragédia e que vendem horrores?
Mas a verdade é que eu resisto a abandonar a leitura de um livro. Sei lá, acho traição. Raros foram os que larguei e não voltei a fazer nova tentativa. Taí Proust que não me deixa mentir.

2 comentários:

naomemandeflores disse...

Me apaixonei pelo Proust de primeira. Mas acho que cada livro precisa de uma dedicação intensa, por isso, ainda não consegui ultrapassar o terceiro (só li até O caminho de Guermantes). Mas cada vez que passo pelo Sodoma e Gomorra me dá uma vontade louca de retomar!

Beijo,
Camila Faria

Cecilia Nery disse...

Denise, sei como é isso. Também não gosto de abandonar livros, vou prosseguindo, apesar da leitura mais difícil, aquela que não flui. Mas com "Os cus de Judas", de Lobo Antunes não consegui, apesar que ainda quero voltar a ele.
Agora mesmo, parei uma leitura - On the road, de Jack Kerouac, porque não fluia, mas vou retomá-la assim que possível, porque quero terminá-la.
Você está certa, gosto é gosto. O que pode ter sido maravilhoso para mim, pode não ser para você e vice-versa.
Garcia Márquez é estupendo, mas a leitura dele às vezes empaca pelos parágrafos longos. Contudo, vale a pena insistir, o resultado final é fantástico.
Seja como for, o que é bom é que cada livro, cada autor, encontra seu público. E isso basta.
Ah, e obrigada por visitar meu blog. Leia Tezza, você vai amar – ou não. Depende do ponto de vista. Mas é preciso tentar. Bjs.