
A leitura tem (mais) uma qualidade que para mim é fundamental. Tem o dom de me levar para longe, ajuda-me a esquecer os problemas – pelo menos momentaneamente – e distrai-me do martelar de pensamentos obsessivos quando nem tudo vai bem. Graças a livros maravilhosos, e a outros nem tão bons assim, viajo e retorno encontrando uma realidade diferente porque tudo serve de aprendizado. Recentemente estou lendo sobre a vida de Helen Keller, que aos dezoito meses de idade ficou cega e surda e de sua luta árdua e vitoriosa para se integrar na sociedade, tornando-se além de celebre escritora, filosofa e conferencista, uma personagem famosa pelo trabalho incessante que desenvolveu para o bem estar das pessoas portadoras de deficiências.
A leitura desse livro me ajuda a agradecer pela minha visão quase perfeita (vista cansada é uma merda e um indicativo de idade) e – bem Pollyanna mesmo – mostra que tudo podia ser pior.
Na foto à esquerda, Helen Keller com a professora, Anne Sullivan, a professora de vinte e um anos que foi morar em sua casa para ensiná-la a "ver" o mundo.
“Belos dias como estes, fazem o coração bater ao compasso de uma musica que nenhum silêncio poderá destruir. É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver”. Helen Keller