quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coincidência ou obsessão


Há alguns anos, por puro acaso e sem qualquer caso pensado, comecei a colecionar miniaturas de máquinas de escrever. Incoerente como sempre, aliás, sempre achei coleção coisa para criar poeira. Mas isso sou eu. Enfim... Em uma loja de miudezas em cidade pequena perto de Florianópolis, me deparei com uma miniatura relativamente tosca e que, removida a parte de cima, se transformava em um cinzeiro. Kitsch no último, e como não era muito barata e eu não fazia ideia do que fazer com ela, hesitei durante algum tempo. Vários minutos, na verdade, não fiquei na loja tanto tempo assim. Na dúvida comprei, sem imaginar que aquele tipo de posse se transformaria em uma febre. Estranhamente, pouco tempo depois caiu outra miniatura em minhas mãos e em seguida outra. Daí em diante foi o caos. Como eu já tinha três, cheguei à conclusão de que aquilo já era uma coleção e cumpria aumentá-la. Admito que eu poderia ter escolhido algo mais fácil, pois é dificílimo encontrar algo novo. Hoje tenho exatas 13 miniaturas diferentes e muitas repetições (tais como figurinhas de álbum) de todo o tipo, que vão das modestas como ímãs de geladeira e apontadores de lápis, a uma preciosidade lapidada em cristal encontrada e presenteada pela minha sócia/irmã e que (ela não diz, mas eu sei) custou uma pequena fortuna. Mas uma coisa precisa ser dita: quase me desmancho de felicidade quando encontro algo novo. O garimpo, tal como nas pedras preciosas, é difícil e incerto, mas quando aparece alguma coisa, é de raridade absoluta. Praticamente todas as pessoas que convivem comigo sabem da minha coleção e prestam atenção quando viajam, mas o “produto” é realmente raro e como tal precisa ser valorizado.
Finalizando, pois já estou me estendendo demais: sem planejamento, minha única coleção é de algo que tem tudo – ou quase tudo – a ver com livros. Coincidência ou obsessão, ainda vou decidir.

Em tempo: a foto está ruim mesmo, bati com o celular. Tenho muitos livros, mas nenhuma máquina fotográfica...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Uma confissão

Preciso confessar: não tenho o hábito de ler revistas. Assino uma revista semanal para a minha mãe e quando passo uns dias na casa dela pego edições anteriores e dou uma folheada nas matérias mais fofoqueiras, admito. No mais, compro a Casa Claudia e Casa e Jardim todos os meses, mas aí é para “ver as figurinhas” das casas que eu gostaria de ter e – lógico – as casas que eu não teria nem de graça. Recebo a revista da Net todos os meses, mas só consulto a programação, mal olho para as matérias. Aliás, vou cancelar; a revista, não a Net. Pensando bem, é estranho para quem gosta tanto de ler livros passar batido pelas revistas. Não é que eu não goste, mas acho-as, na maioria, repetitivas ou muito mulherzinhas para o meu gosto. E definitivamente não estou interessada na vida dos artistas. No cabeleireiro eu prefiro bater papo com as manicures a ler Caras ou Contigo. E ontem, na sala de espera da dermatologista, numa espera que se estendia demais, após olhar meus e-mails preferi, entre tantas opções, o livro “Mulheres alteradas 2” e rir de novo com o óbvio. A verdade é que não é que eu não goste de revistas, nada disso, mas é que as acho menos importantes/apaixonantes/interessantes que os livros. Também são mais urgentes, ficam “velhas” logo e os livros têm toda a paciência do mundo. Já o meu tempo, esse é curto.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Livros no caminhão de mudança


Estou prestes a me mudar para outro apartamento que, embora seja maior e a também a casa dos meus sonhos, não terá um escritório como tenho hoje para colocar as estantes de livros. Até aí tudo bem, acho perfeito também ter os livros na sala. Acho que dão identidade a uma casa, aquecem e vestem um ambiente, deixando-o, inclusive, com uma personalidade que poucos tipos de decoração dariam. À parte o fato de eu estar empolgadíssima com a mudança, a verdade é que vão me faltar estantes na casa nova, pois nestes oito anos em morei neste apartamento onde estou hoje, chegaram muitos livros e eu invadi espaços até na cozinha. Como está fora de cogitação fazer uma seleção de livros para me desfazer, a verdade é que vou ter que meter (ainda mais) a mão no bolso, estantes para livros são caras, pois precisam suportar um peso grande. Vai ver se as estantes baratinhas aguentam uma fileira de livros sem vergar as prateleiras. O negócio é ser criativo. Li que Jaqueline Kennedy Onassis tinha pilhas de livros espalhados pela sala, até no chão. Acho chiquérrimo, mas ela era ela e morava em frente ao Central Park, em Nova Iorque. Não dá para competir. Enquanto o caminhão de mudanças não estaciona aqui embaixo, folheio compulsivamente revistas de decoração e passo 70% do fim de semana em frente ao computador procurando idéias diferentes e economicamente viáveis. Com um detalhe: não aceito falta de criatividade e aí fica – lógico – bem difícil...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Menina lendo...


Aprendi a ler com mais ou menos cinco anos. Mas antes disso eu já escrevia meu nome e também palavras como papai, mamãe e vovó, numa clara demonstração de espírito de família por parte da minha mãe, que me treinava obsessivamente, como se eu fosse participar de algum concurso. A primeira palavra que lembro de ter lido foi “Rio”, o nome do cinema que ficava na esquina da minha casa. A segunda palavra foi “Cine”, que – é óbvio – precedia o “Rio” na grande placa no alto do prédio. Sempre que eu passava por ali, repetia as duas palavras como um papagaio, ao mesmo tempo em que insistia com a minha mãe para que me ensinasse a ler mais. Por que nossa memória guarda essas coisas? Lembro de treinar lendo o jornal que chegava todos os dias em casa, das letras garrafais e meio manchadas de tinta preta nos títulos. Eu poderia ser poética e dizer que desde aquela época eu já queria ser jornalista, mas não é verdade. Essa foi uma decisão tomada praticamente na hora de me inscrever para o vestibular. E foi um susto quando fui aprovada, embora eu tenha quase morrido de orgulho. Passei a infância e a adolescência lendo muito, mas sempre mudando a escolha da profissão. O engraçado é que quando passei no vestibular, a reação das pessoas que me conheciam na cidadezinha em que cresci foi mais ou menos essa: “só podia!”. Creio que só eu não sabia até então que passaria a ganhar a vida através das palavras. Mas isso eu já acho bonito.

Em tempo: a imagem que ilustra o post é uma tela de Jean-Honoré.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cheiros, baratas e outras loucuras


Gosto do cheio dos livros. E não tem nada a ver com exclusivamente livro novo, não precisa estar quente da gráfica para mexer com a minha imaginação. Para mim, cada tipo de papel tem um cheiro peculiar e é incrível como me transporta em viagens espetaculares pela memória. Houve apenas uma exceção até hoje: lembro com exatidão de um livro que ganhei na adolescência “As aventuras do barão de Munchausen”, que tinha um cheiro horroroso, impossível de explicar. As páginas eram em papel couchê com alta gramatura, ou seja, não era qualquer porcaria em termos de qualidade. Achei o livro chato e até hoje (nunca mais o vi na vida) e não sei dizer se era mesmo ruim ou o problema era o cheiro. Provavelmente um pouco de cada.
A verdade é que cheiro é uma coisa muito particular. Uma querida amiga tem uma bolsa nova que adora e não consegue usar, diz que tem cheiro de barata. Só não digo que ela está louca porque não tenho o nariz (ou o cérebro) dela. Mas gosto até do cheiro de livros velhos, fico pensando na história de cada um. Os chatos podem até me dizer que estão cheios de ácaros, mas e daí? Cada um com a loucura que merece.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma compulsão... há piores...

Tenho várias compulsões. Algumas “normais” e outras nem tanto. Mas hoje contei exatos 51 livros distribuídos em cinco pilhas, só no meu quarto, esperando a vez para serem lidos. Na sala deve ter mais uns 10 na mesma situação, fiquei com preguiça de ir até lá para contar. Mas continuo comprando, é mais forte do que eu. A felicidade que sinto quando descubro algo que me encanta, surpreende ou acende meu instinto de posse supera qualquer lembrança de ser provável que passe um longo tempo ante que eu o abra. E sigo feito um zumbi para o caixa, abro a carteira e pago, vagamente surpresa pela necessidade que sinto de levar novos livros para casa. Na última vez que isso aconteceu – cerca de um mês atrás – comprei quatro. Menos mal que estes me interessaram tanto que os passei na frente. Hoje, por exemplo, estou lendo “A turma que não escrevia direito”, de Marc Weingarten, obra sobre a revolução do novo jornalismo e onde o autor revela como surgiu uma nova maneira de fazer reportagem através de Tom Wolfe, Jimmy Breslin, Gay Talese, Hunter S. Thompson, Joan Didion, John Sack, Michael Herr, entre outros. Estou só no começo, mas “viajando”.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Domingo literário


Passei o domingo in-tei-ri-nho na cama. Lendo. Não estava doente, nem nada. Só com preguiça. Atraquei-me com o último livro de Paul Theroux (O Safári da Estrela Negra) e mal vi que hoje o dia foi ensolarado e deu praia para quem se arriscou a enfrentar o vento. Amanhã meus amigos que não moram em Floripa e morrem de nostalgia de praia vão pegar no meu pé por isso. Ou seja, a minha viagem foi só simbólica mesmo. Aliás, é engraçado o gosto que tenho por livros de viagens, expedições, aventuras e loucuras quando eu mesma viajo até pouco.
Este é o terceiro livro de Theroux que leio. Já li "O grande bazar ferroviário" e "Viagem de trem através da China" e curto esse estilo orient express de viajar. Fico me imaginando só com uma mochila, sem celular, sem destino e sem data para chegar. Tudo de bom.

Para quem deseja saber mais sobre o livro, lá vai: 'O safári da estrela negra' é o relato de um itinerário que se estende do Cairo à Cidade do Cabo, pelo trajeto do rio Nilo, pelo Sudão e pela Etiópia, pelo Quênia e por Uganda, e termina na ponta da África do Sul. Viajando de trem, canoa, caminhão de gado, Theroux passou por algumas das paisagens mais bonitas da Terra, e também pelas mais perigosas. Foi uma viagem de descobertas e de nostalgia. Neste livro, o autor aparece no ambiente que mais gosta - encontros casuais que resolvem tudo, horários irrelevantes de embarque e chegada e a alegria de estar se equilibrando em cima de um caminhão no meio do nada. Observador do que acontece na África, Paul faz uma jornada épica pelo continente.

Ah! A ilustração eu peguei no site "Toucan Art" (www.toucanart.com/pt/) e é tudo a ver comigo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sobre livros e lixo


Lendo hoje um dos meus blogs favoritos, o Casa Claridade (http://casaclaridade.blogspot.com/) da querida Hazel (sorry, Hazel, não sei fazer link, fica aqui o endereço), mais uma vez me espantei ao ver que ela novamente encontrou livros no lixo (e que os pegou, feliz da vida, lógico).
Nunca tive essa sorte e bem que eu gostaria. Duvido que as pessoas não joguem livros no lixo por aqui, só creio que os papeleiros os levam antes. Fico imaginando que eu poderia estar andando pela rua e esbarrar em livros antigos como os que ela encontra e não teria o menor pudor em me abaixar, “garimpar” e levá-los para casa. Aí fico pensando: que tipo de gente joga livros no lixo?


Em tempo: fui procurar uma imagem para o post e achei essa do Mauro Silva no Google, onde deparei-me com centenas de notícias de livros jogados em lixeiras, muitos deles por escolas, acreditam? Depois reclamam que crianças e jovens não gostam de ler e fogem das leituras obrigatórias no colégio. Não é para menos, o exemplo não vem de quem deveria. E pensar que eu também pago os salários dessa gente...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Corrigindo uma injustiça

Há cerca de duas semanas, num hiato inexplicável de tempo que tive durante a tarde (milagres que acontecem), passei rapidinho no sebo mais próximo do escritório e que frequento quase religiosamente há uns cinco anos. Ali tive duas surpresas, uma ruim e outra boa: a primeira é que o sebo estava de mudança. Coincidentemente aquele era o último dia naquele endereço e foi uma sorte eu ter passado por ali, pois já peguei o mapa da próxima localização (bem mais longe, por sinal, o que complica minha vida nos dias escaldantes de verão).
A parte boa da visita foi que achei um livro de Thomas Mann à venda, coisa raríssima, e por dez reais, melhor ainda. E um livro que eu não conhecia: Felix Krull – Confissões de um impostor, o último romance escrito por Mann. Mas o que me chamou a atenção ao folhear o livro foi ver que ele tinha páginas coladas, precisando uma espátula, tesoura ou estilete para serem abertas. E detalhe: o livro – bastante velho e gasto – só foi aberto até mais ou menos a página 50. A partir dali, pelo visto nenhum olho humano andou por ali.
Triste, não? Um livro que envelheceu sem ser lido, folheado. Pode parecer bobagem, mas isso mexeu tanto comigo que o coloquei no topo de uma das pilhas de livros que esperam a vez na minha cabeceira. Sei lá, parece que me achei na obrigação de corrigir uma injustiça...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E já que estou falando em ordem....

"Escrever é colocar em ordem nossas obsessões". Jean Grenier

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ordem? Que ordem?


Guardo meus livros organizados em ordem alfabética pelo sobrenome do autor. Isso eu aprendi ainda criancinha na primeira biblioteca que frequentei, no colégio onde aprendi a ler. Até onde sei, a sistemática é praxe e tem como objetivo facilitar a procura de determinada obra. Até aí tudo bem. Mas é absolutamente insuportável que algumas livrarias de renome aqui de Florianópolis queiram ensinar um novo caminho das pedras e coloquem os livros nas prateleiras por ordem alfabética de título. Ah! Elas fazem exceção para os escritores mais conhecidos e, gentilmente, colocam Jorge Amado ao lado de Jorge Amado, Jane Austen ao lado de Jane Austen. E que nos contentemos com isso.
Aí fica difícil, dona chica! Já sapateei, reclamei com as coitadas das vendedoras, mas não tem jeito. O sistema muda por um ou dois meses e depois retorna à barbárie literária. Estou longe de ser especialista no tema, mas que dá ódio procurar um livro pelo título do qual muitas vezes não temos certeza, isso dá. E ainda temos que ouvir a vendedora explicando que essa é a forma certa de expô-los. Muito obrigada, minha filha. Qualquer sebo (abençoados sejam) tem mais didática que vocês. E é uma peninha, pois adoro livrarias... Mas isso é assunto para outra hora.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vejo, logo existo!


A leitura tem (mais) uma qualidade que para mim é fundamental. Tem o dom de me levar para longe, ajuda-me a esquecer os problemas – pelo menos momentaneamente – e distrai-me do martelar de pensamentos obsessivos quando nem tudo vai bem. Graças a livros maravilhosos, e a outros nem tão bons assim, viajo e retorno encontrando uma realidade diferente porque tudo serve de aprendizado. Recentemente estou lendo sobre a vida de Helen Keller, que aos dezoito meses de idade ficou cega e surda e de sua luta árdua e vitoriosa para se integrar na sociedade, tornando-se além de celebre escritora, filosofa e conferencista, uma personagem famosa pelo trabalho incessante que desenvolveu para o bem estar das pessoas portadoras de deficiências.
A leitura desse livro me ajuda a agradecer pela minha visão quase perfeita (vista cansada é uma merda e um indicativo de idade) e – bem Pollyanna mesmo – mostra que tudo podia ser pior.

Na foto à esquerda, Helen Keller com a professora, Anne Sullivan, a professora de vinte e um anos que foi morar em sua casa para ensiná-la a "ver" o mundo.

“Belos dias como estes, fazem o coração bater ao compasso de uma musica que nenhum silêncio poderá destruir. É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver”. Helen Keller

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ler em alemão...

Devo meu vício (vício?) em livros ao meu avô paterno. Desde muito cedo ganhava livros de história nos aniversários e no Natal. Com um detalhe: não eram simples “historinhas”, mas livros bem juvenis, com enredo e muitas páginas para vencer. Aos poucos fui aprendendo a fazer pedidos específicos e esperar pelas datas para ganhar novas obras. Aliás, quando eu era criança, só ganhávamos presentes em ocasiões bem marcadas, nada de presentinhos fora de hora. Talvez por isso eu tenha valorizado tanto cada livro que ganhei. Ainda tenho vários.
Com os anos fui começando a “namorar” a estante de livros do seu Ernesto, rondando-a e pedindo empréstimos. Ele também colecionava a Seleções do Readers Digest em alemão (Por que eu não aprendi o idioma? Não me conformo!). Quando ele adotou a edição em português eu fiquei freguesa e adorava ler e reler (e recortar) as revistas. Talvez por isso até hoje eu goste das edições bem antigas (décadas de 40 e 50) quando as encontro nos sebos.
Na última vez que vi meu avô antes dele falecer repentinamente dois dias antes da minha festa de 15 anos, levei a maior bronca pela demora em devolver seus livros e pelo estado em que os deixava. Saí da casa dele emburrada pelo merecido pito. Hoje, quase todas as minhas manias são as mesmas dele e ainda não perdoei minha mãe por ter me convencido a abrir mão da estante de livros que ele tinha em seu quarto. E daí que a maioria era em alemão?

terça-feira, 30 de junho de 2009

ACHEI!!!!!


Cheguei à conclusão de que este blog me dá sorte. Na semana passada, após quase 10 anos (não é exagero, foram quase 10 anos mesmo!) de procura, encontrei, inesperada, espantosa e deliciosamente o livro que me faltava de Jane Austen, a Abadia de Northanger, do qual já falei aqui. Passei em um dos “meus” sebos para ver se achava um livro que a minha afilhada precisava ler para a escola. Não achei. Batendo papo com o dono do local, comentei como eram raros os livros de Jane Austen nos sebos e ele respondeu “acho que tem um aí”. Juro que fui olhar por puro acaso, pois não acreditava na possibilidade de esbarrar com este tesouro. Quando vi que era o livro que procurei por tanto tempo quase chorei! Por R$ 9,00 comprei o livro que um cara de uma comunidade do Orkut tentou me cobrar R$ 180,00!!! Definitivamente, naquele dia os anjos estavam alertas.

Agora estou lendo muito lentameeeeeente, tentando fazer durar, pois é o último livro inédito (para mim) dela.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sobre dedicatórias


Xeretando hoje nas prateleiras do Sebo da Ivete, local que visito quase que religiosamente na esperança de achar algo que fuja do lugar comum, dei de cara com um livro escrito por jornalista aqui da terrinha, com uma dedicatória feita ao colunista de jornal mais conhecido do Estado. Apesar de ser chamado – na dedicatória – de “ilhéu de maior prestígio de Santa Catarina”, o agraciado mesmo assim se desfez da obra. Fico com pena do autor, que enviou o livro com registro de apreço, e do presenteado, que não teve o cuidado de pelo menos suprimir a página antes de vender/trocar ou quem sabe passar adiante para alguém que vendeu/trocou o livro (sabe-se lá os caminhos tortuosos dos livros depois que saem definitivamente de nossas mãos).
Aliás, dedicatória é uma coisa que me intriga. Tenho alguns livros devidamente autografados e com palavras lindas. Não tenho o hábito de me desfazer de livros, mas no dia em que o fizer, pretendo conferir um por um. Atenção, galera: quando eu passar desta para melhor, favor não se livrarem dos meus livros sem conferir antes. É muito feio.